A música “Artifício” de Beto do Reco é uma daquelas obras que, à primeira ouvida, pode parecer simples, mas que esconde camadas profundas de significado e uma crítica social sutil, embalada em uma melodia envolvente. A letra, concisa e direta, nos convida a refletir sobre as disparidades sociais, a busca por sentido e a complexidade das relações humanas. Neste artigo, exploraremos a letra de “Artifício” em detalhes, analisando seus versos, identificando seus temas centrais e compreendendo o contexto em que a música foi criada, tudo isso otimizado para SEO, garantindo que este artigo alcance o público interessado em Beto do Reco, na música brasileira e em análises literárias de canções.

Artifício: Uma Introdução à Música e ao Artista
Beto do Reco é um artista com uma trajetória singular na música brasileira. Sua obra é marcada por letras inteligentes, melodias cativantes e uma sensibilidade apurada para captar as nuances do cotidiano. “Artifício” é um exemplo emblemático de seu estilo, combinando uma narrativa aparentemente simples com uma mensagem poderosa. A canção se destaca por sua capacidade de gerar identificação e provocar reflexão, mesmo em um formato curto e conciso.
Desvendando a Letra: Verso a Verso
A letra de “Artifício” é composta por versos curtos e impactantes, que constroem uma narrativa intrigante. Vamos analisar cada trecho individualmente:
* “Pela entrada de serviço / Pra não dar o que falar”: Este primeiro verso já nos situa em um contexto de desigualdade e segregação. O protagonista da canção, para evitar o julgamento social e o escrutínio público, opta por utilizar a entrada de serviço, um espaço geralmente reservado aos trabalhadores e invisível aos olhos da elite. Essa escolha revela uma consciência da diferença social e uma tentativa de se adequar às normas impostas.
* “Eu uso de artifício / Vou ao último andar”: Aqui, o título da música entra em jogo. O “artifício” pode ser interpretado de diversas maneiras. Pode ser uma estratégia para se inserir em um ambiente socialmente distante, uma forma de disfarçar suas verdadeiras intenções ou até mesmo uma maneira de lidar com a própria insegurança. A ida ao “último andar” simboliza a ascensão social, a busca por um lugar de destaque e poder.
* “Fazer amor, pensando bem / Levar calor a quem tem tudo / E nada tem”: Este verso é o ponto central da canção e o mais carregado de ambiguidade. O “fazer amor” pode ser interpretado literalmente, como um ato sexual, ou metaforicamente, como uma forma de oferecer afeto, atenção e companhia. A frase “levar calor a quem tem tudo / E nada tem” é uma crítica contundente à superficialidade da riqueza. Aqueles que possuem bens materiais muitas vezes carecem de afeto, de propósito e de uma conexão genuína com o mundo. O protagonista, ao oferecer “calor”, busca preencher esse vazio existencial.
* “No corredor / No”: O final abrupto da música, com apenas “No corredor / No”, deixa o ouvinte com uma sensação de suspense e incerteza. O que acontece no corredor? A ação é interrompida? O protagonista é descoberto? Essa ambiguidade final é uma das características que tornam “Artifício” tão memorável e instigante.
Temas Centrais da Música
A letra de “Artifício” aborda diversos temas relevantes, que se interligam e se complementam:
* Desigualdade Social: A música expõe a disparidade entre classes sociais e a segregação que permeia a sociedade. A escolha da entrada de serviço e a referência ao “último andar” são símbolos dessa divisão.
* A Busca por Sentido: O protagonista da canção parece estar em busca de algo mais significativo do que a simples ascensão social. Ao “levar calor a quem tem tudo / E nada tem”, ele busca preencher um vazio existencial e dar um propósito à sua ação.
Pela entrada de serviço Pra não dar o que falar Eu uso de artifício Vou ao último andar Fazer amor, pensando bem Levar calor a quem tem tudo E nada tem No corredor No corredor .